O cenário político goiano foi movimentado pelas recentes declarações de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, sobre a relação da legenda com o governador Ronaldo Caiado. Kassab negou que tenha havido qualquer acordo para retirar o senador Vanderlan Cardoso do comando estadual da sigla como condição para a filiação de Caiado. A movimentação visa consolidar uma base sólida para as aspirações presidenciais do governador em 2026, conforme reportado pelo Portal Mais Goiás.
A manutenção de Vanderlan na presidência regional do PSD é vista como um ponto de equilíbrio para evitar fissuras internas, já que o senador também possui projetos eleitorais próprios. Caiado, que busca uma legenda com forte capilaridade nacional, vê no PSD o veículo ideal para sua projeção fora do Centro-Oeste. Interlocutores do Palácio das Esmeraldas afirmam que o diálogo permanece aberto e estratégico.

Nos bastidores, deputados estaduais e federais da base governista acompanham a negociação com cautela, avaliando como a mudança partidária pode afetar as coligações locais. A expectativa é que a janela partidária traga uma migração significativa de políticos goianos para o PSD, fortalecendo a sigla antes do pleito de outubro.
O governador tem intensificado agendas em outros estados para testar sua viabilidade como nome da direita moderada, enquanto Kassab atua para manter o PSD como o maior “fiel da balança” no Congresso. A união entre o pragmatismo de Kassab e a liderança de Caiado em Goiás pode reconfigurar o tabuleiro eleitoral na busca da cadeira de presidente da república, unindo o agronegócio à estrutura partidária de centro.








