Prefeitura de Goiânia capacita médicos para manejo do Implanon, novo contraceptivo do SUS

A Prefeitura de Goiânia iniciou nesta terça-feira (6/1) um ciclo de capacitações dirigidas a médicos da rede municipal de saúde para o manejo do Implanon, o implante subdérmico contraceptivo recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). O treinamento, que acontece no Auditório do Hospital e Maternidade Dona Iris, faz parte da preparação para ampliar o acesso desse método contraceptivo à população a partir de fevereiro de 2026. 

A capacitação tem duração total de 10 horas, distribuídas em oficinas teóricas e práticas que abrangem a inserção e a remoção do implante subdérmico liberador de etonogestrel, substância que confere ao dispositivo alta eficácia na prevenção de gravidez não planejada e longa duração, podendo permanecer ativo no organismo por até três anos. A formação é promovida em parceria com a empresa Organon, fornecedora do Implanon, e coordenada pela Gerência de Atenção aos Ciclos de Vida da Secretaria Municipal de Saúde. 

Além dos médicos, a Prefeitura projeta abrir novas turmas de capacitação voltadas também a enfermeiros da rede municipal ao longo de janeiro, com o objetivo de criar uma base de profissionais que possam multiplicar o conhecimento técnico. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é que, com essa qualificação, as unidades básicas de saúde de Goiânia comecem a oferecer o Implanon às mulheres que optarem pelo método contraceptivo já no início de fevereiro. 

A formação é promovida em parceria com a empresa Organon, fornecedora do Implanon

As mulheres interessadas em adotar o Implanon deverão procurar a unidade básica de saúde mais próxima ou agendar consulta com ginecologista ou clínico geral por meio do serviço de Teleconsulta (0800 646 1560). Nesse atendimento, a profissional de saúde avaliará as indicações e contraindicações do método em comparação a outras opções contraceptivas, de acordo com as necessidades individuais de cada paciente. 

A oferta do Implanon pelo SUS faz parte de uma estratégia nacional de ampliação de métodos de planejamento reprodutivo, após sua incorporação formal ao sistema pelo Ministério da Saúde em 2025. A pasta estima distribuir 1,8 milhão de dispositivos até 2026, incluindo 500 mil unidades ainda neste ano, reforçando a importância de treinamento e organização dos serviços para atender à demanda crescente por contracepção eficaz de longa duração.