Setor de Cuidados Paliativos do Araújo Jorge atua com apoio emocional para pacientes e familiares

Há 30 anos, a Psicologia do GAPPO do Araújo Jorge promove estratégias para conforto, qualidade de vida e enfrentamento do pós-óbito

O Janeiro Branco veio como movimento social que transforma o olhar da sociedade para o cuidado com a saúde mental, um compromisso que todos devem levar como prioridade na vida. Com 30 anos de atuação, o serviço de Psicologia do Grupo de Apoio Paliativo ao Paciente Oncológico (GAPPO) do Araújo Jorge – Hospital de Câncer tem a missão de cuidar dos pacientes que estão em cuidados paliativos, conceder melhores estratégias para conforto e proporcionar qualidade de vida aos pacientes e à família.

De acordo com a psicóloga do GAPPO, Francielly Rodrigues, durante o atravessamento do processo de luto, a psicologia trabalha estratégias de enfrentamento para pacientes e acompanhantes, além de oferecer a realização do pós-óbito aos que passam por esse momento desafiador. “A promoção da saúde mental ocorre por meio de atendimentos direcionados aos pacientes e a seus familiares. As estratégias adotadas buscam atenuar o sofrimento e fortalecer condutas de enfrentamento diante de um adoecimento que coloca em risco a vida e, muitas vezes, culmina em uma morte inevitável”, explica.

O acolhimento, a escuta ativa, a comunicação acessível e compreensível proporcionam melhorias diante das adversidades da vida. Segundo Francielly, um dos principais desafios do trabalho psicológico é lidar diariamente com a debilidade e as fragilidades provocadas pelo adoecimento. “Diante do sofrimento e da angústia dos pacientes e de seus familiares, aprendemos a cuidar com carinho e respeito. Trabalhar como psicóloga paliativista é lidar simultaneamente com o amor e a dor. Essa dualidade nos proporciona um novo olhar sobre a vida, sobre a fé, a gratidão e a importância de viver bem, entregando o melhor àqueles que temos o privilégio de acompanhar”, destaca.

Abordagem

O serviço de Psicologia do GAPPO oferece atendimentos presenciais e on-line, de acordo com as necessidades e preferências de cada paciente. Os atendimentos também podem ocorrer por meio de visitas domiciliares, hospitalares, em regime ambulatorial ou por telechamadas.

O agendamento é realizado conforme as demandas dos pacientes e familiares, aliado à avaliação das psicólogas que atuam na área. “A principal abordagem adotada é a dos cuidados paliativos, com direcionamento para psicoterapias de breve focal. A média mensal de atendimentos é de aproximadamente 120”, afirma a psicóloga.

Para Francielly, embora a brevidade da vida seja uma realidade para todos, o amor, a esperança, a fé e o cuidado compartilhado tornam até os momentos mais simples profundamente significativos e belos. “Transformar a vida de outra pessoa para melhor, no tempo que cada um possui, é o que dá sentido ao nosso trabalho”, conclui. Em 2025, foram beneficiados com assistência multiprofissional, 6.306 pacientes, totalizando 12.863 atendimentos. Desse total, 1.398 foram realizados pela Psicologia.