Um violento tornado atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu (PR) na noite de sexta-feira, resultando em pelo menos seis óbitos, centenas de feridos e uma devastação generalizada: estimativas preliminares apontam que cerca de 90% da malha urbana foi afetada — residências, comércios e silos agrícolas registraram danos severos.
O evento integra uma sequência de tempestades severas no Sul brasileiro, em que ao menos seis tornados simultâneos foram identificados em áreas do Paraná e de Santa Catarina. Meteorologistas destacam que a formação de supercélulas — núcleos intensos de tempestade — em uma massa de ar altamente instável foi o gatilho para a ocorrência atípica e agressiva dos fenômenos.

No Rio Grande do Sul, o cenário climático também é crítico: chuvas intensas desde meados de novembro atingiram centenas de milhares de pessoas, com milhares de desalojados e dezenas de municípios relatando alagamentos, enxurradas e estragos em infraestrutura. A Defesa Civil do estado ampliou a área considerada de risco para ventos acima de 100 km/h e volumes elevados de precipitação.
As autoridades estaduais decretaram estado de calamidade nas zonas mais atingidas, acionando equipes da Defesa Civil, bombeiros e força-tarefa federal para busca e salvamento, instalação de abrigos e liberação de recursos emergenciais. Técnicos iniciaram levantamento detalhado dos prejuízos para priorizar a recuperação de rodovias, redes de energia e habitações danificadas.
Com base nos alertas meteorológicos, a recomendação é de que a população das regiões Sul e Oeste dos estados afetados redobre os cuidados nas próximas 48 a 72 horas, mantendo vigilância constante sobre boletins climáticos e canais oficiais enquanto persistirem fatores de instabilidade elevado no sistema atmosférico.







